Bichinhos da minha cabeça


tempestadideias

Bichinhos da minha cabeça

Não se percebe nada do que não tem nome. Perdidos, vazios, derivantes e loucos, andamos pelo insano do que não tem nome.

Queremos nomear tudo, mas nem tudo tem nome. Somos vazios do que não conhecemos, por muito que sejam presenças sentidas em nós. Nunca senti um rato a caminhar-me na barriga, a dar os seus pequenos estalidos na minha pele, mas já vi muitos filmes em que, acasos de tortura, o faziam. E eu senti essa dor. Não a reconheci, por jamais a ter experimentado, mas senti-a. À minha maneira, inventada por mim, mas não menos dolorosa. É assim que me sinto: com ratos a roerem-me a barriga.

A inquietação maior de não sabermos se estamos a sentir a dor da maneira certa, no seu talho real, não nos ofusca da sensação que não era isto que desejávamos estar a sentir. Não é menos incómodo por isso. É mais…

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Sobre JNascimento

Kota amante da boa mesa e da boa música
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