Nada em mim mora…


Namastibet


Nada me pertence mais que as memórias do que sou e uso,
Sirvo tudo o resto e acabarei por esquecer, nu e em branco sótão,
Como tudo o que faço, fazendo disso que se chama jantar,
Com a ilusão um acostumado raso prato juntando-nos no alto desvão

Ou divisão de barraco que em mim mora, pode ser amanhã ou foi noutra
Era d’antiga hora onde não existo nem quero insistir, fora d’portas
Nada me pertence mais do que uma trouxa e a memória destas notas
A afirmar que estou eu entrando no sonhar que esquecer quero, recuo

Senão quando o ouço clamar ao ouvido insincero dizendo adeus
Como sonho d’ido embora esqueça o que diz meu barraco coração
Agora mesmo e se chora partido perdido e sem historia ou vanglória
Mas conscienço-me que foi por outro estado novo, estrada que não vou

No meu ir, fui noutra e minha e…

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Sobre JNascimento

Kota amante da boa mesa e da boa música
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