Nas urgências – uma história sem ficção


Aventar

Era um dia frio, caía uma chuva miudinha, era véspera de Carnaval e estávamos nas urgências de um hospital público português.

Ao início da tarde, a sala estava cheia, uma mulher dormia, ocupando três cadeiras. A seu lado, deixara um saco de viagem e um par de sapatos de salto alto. O lugar-comum que nos diz que o tempo pára na sala de espera do hospital era confirmado pelo relógio na parede, detido nas 8h21 de um dia já talvez longínquo.

Uma vez passada a triagem, e tendo recebido a pulseira colorida que lhe dita quanto tempo pode dar-se ao luxo de esperar sem que isso lhe perigue a vida, o doente desaparece para dentro da sala de urgências e passamos a só saber dele através do serviço de informações. Ao longo das horas, as informações, sempre telegráficas, confirmam que o tempo é outro. “Ainda não foi visto pelo médico”…

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Sobre JNascimento

Kota amante da boa mesa e da boa música
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